Você já deve ter ouvido falar em Serasa, SPC, Boa Vista ou Quod — nomes que aparecem quando se fala em “nome sujo” ou “pontuação de crédito”.
Todas elas têm algo em comum: são birôs de crédito.
Mas afinal, o que isso significa — e por que elas têm tanto poder sobre sua vida financeira?
Um birô de crédito é uma empresa que coleta, organiza e analisa informações sobre o comportamento financeiro das pessoas e empresas.
Essas informações formam o seu histórico de crédito, usado por bancos, lojas e financeiras para decidir se vão — ou não — te oferecer crédito, e em quais condições.
Em resumo, o birô não empresta dinheiro: ele apenas diz aos credores o quão confiável você é para pagar.
Os birôs recebem dados de diversas fontes:
Bancos e instituições financeiras;
Lojas e empresas de serviços (telefonia, energia, internet etc.);
Registros públicos e tribunais;
Cadastro Positivo, que mostra seus pagamentos em dia.
Com essas informações, eles criam relatórios e calculam sua pontuação de crédito (score) — um número que costuma ir de 0 a 1.000 e indica a probabilidade de você pagar suas contas em dia.
Quanto maior o score, mais chances de conseguir crédito com boas condições.
Atualmente, o país tem quatro grandes birôs reconhecidos pelo Banco Central:
Serasa Experian
SPC Brasil
Boa Vista SCPC
Quod (criado por grandes bancos brasileiros)
Cada um possui sua própria base de dados e métodos de cálculo.
Por isso, seu score pode variar de um birô para outro — o que é normal.
Os birôs podem coletar e compartilhar informações financeiras, desde que respeitem a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Mas há limites:
Eles não podem vender seus dados pessoais a terceiros.
Devem garantir segurança e transparência no uso das informações.
Você tem direito de acessar, corrigir ou excluir dados incorretos sobre você.
Esses direitos estão previstos tanto na LGPD quanto na Lei do Cadastro Positivo.
Muita gente vê o birô de crédito como “inimigo”, porque ele aparece em momentos difíceis — como quando o nome vai parar na lista de inadimplentes.
Mas, na verdade, ele pode ser um aliado, se usado a seu favor.
O birô ajuda a:
Comprovar seu bom comportamento financeiro, mesmo sem renda alta;
Aumentar sua credibilidade para conseguir crédito;
Monitorar seu CPF e evitar fraudes.
Ou seja: o problema não é o birô — é a falta de informação sobre como ele funciona.
Acompanhe seu score regularmente.
Acesse os sites ou aplicativos oficiais (Serasa, SPC, Boa Vista, Quod).
Ative o Cadastro Positivo.
Ele mostra seus pagamentos em dia e ajuda a elevar a pontuação.
Corrija erros nos dados.
Se encontrar informações incorretas, solicite ajuste diretamente no birô.
Evite atrasos, mesmo que pequenos.
Um simples atraso pode afetar o histórico e reduzir seu score.
Birôs de crédito não decidem se você terá crédito — apenas mostram o seu histórico.
Eles são como um “boletim financeiro” que reflete seu comportamento de pagamento.
A boa notícia?
Esse boletim é vivo: com boas práticas e constância, você pode melhorar sua imagem no mercado e abrir portas para condições mais justas.
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